Urnas fechadas não podem ser reabertas após prorrogação da votação até as 19h

Urna eletrônica brasileira com a palavra FIM na tela, indicando o encerramento da votação.
Urnas eletrônicas que já tiveram a votação encerrada não podem ser reabertas após decisão que ampliou o horário de votação até as 19h. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

As urnas eletrônicas que já tiveram a votação encerrada neste domingo (25) não poderão ser reabertas, mesmo após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h. A medida foi tomada após um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em razão de problemas no transporte público em diferentes municípios brasileiros.

A campanha de Lula apresentou uma petição com pedido de liminar de urgência para ampliar em duas horas o período de votação nas localidades afetadas. Antes de recorrer ao STF, a coligação havia solicitado a extensão do horário ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O pedido abrangia municípios de pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. A solicitação ocorreu após outra iniciativa da campanha, apresentada no início da tarde, envolvendo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia.

Apuração já havia começado

De acordo com os dados divulgados pelo TSE e reproduzidos na reportagem original, até as 17h06, 1.225 seções eleitorais em todo o Brasil já haviam tido os votos para presidente apurados.

Naquele momento, Lula aparecia com 57,66% dos votos contabilizados, o equivalente a 193.574 votos. O candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrava 42,34%, com 142.169 votos.

Os números representavam apenas uma parcela inicial da apuração nacional e não indicavam o resultado definitivo da eleição.

Campanha de Flávio Bolsonaro também pediu prorrogação

A campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou ao TSE, neste domingo, a ampliação do horário de votação por duas horas em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul afetados por fortes chuvas.

Em Minas Gerais, o pedido contemplava Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte com locais de votação sem fornecimento de energia elétrica.

No Rio Grande do Sul, a solicitação incluía São Borja, Itaqui e Uruguaiana, cidades atingidas pelas chuvas e pela cheia do rio Uruguai.

As solicitações das duas campanhas tiveram como justificativa dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação ou exercer o direito ao voto.

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