Febre das canetas emagrecedoras acende alerta: uso pode trazer riscos graves

canetas emagrecedoras com fita métrica e aplicadores
Uso de canetas emagrecedoras cresce e preocupa especialistas no Brasil. (Foto: Freepik)

O uso de canetas emagrecedoras tem crescido no Brasil e acendido um alerta entre autoridades de saúde e especialistas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute novas regras para o controle desses medicamentos, enquanto entidades médicas apontam riscos associados ao uso indiscriminado e ao mercado ilegal.

Esses medicamentos, que incluem substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, são indicados principalmente para o tratamento de obesidade e diabetes. Apesar da eficácia, o uso sem orientação médica e a compra por vias irregulares aumentam os riscos à saúde.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), o principal problema está na popularização sem acompanhamento adequado. A entidade alerta que, além de efeitos colaterais comuns, como náuseas e vômitos, já foram registrados casos mais graves, como pancreatite.

Dados da Anvisa mostram que, apenas no segundo semestre de 2025, foram importados insumos suficientes para cerca de 20 milhões de doses dessas medicações, número considerado incompatível com a demanda regular. Além disso, mais de 1,3 milhão de produtos foram apreendidos por irregularidades.

Especialistas destacam que, embora eficazes, esses medicamentos devem ser utilizados com cautela e apenas com prescrição médica. O uso correto pode ajudar na perda de peso e no controle da glicose, além de reduzir riscos cardiovasculares.

Quando o uso pode ser perigoso

O risco aumenta principalmente quando há uso sem acompanhamento profissional, compra em mercados paralelos ou consumo de produtos sem registro. Nesses casos, a procedência e o armazenamento inadequado podem comprometer a segurança do medicamento.

Outro fator de atenção é a possibilidade de complicações mais graves. O uso dessas substâncias pode favorecer a formação de cálculos na vesícula, o que, em alguns casos, pode levar à pancreatite — considerada o principal risco associado atualmente.

Uso seguro exige acompanhamento

Especialistas reforçam que o uso seguro depende de alguns cuidados essenciais, como prescrição médica, compra em locais autorizados e acompanhamento contínuo.

A recomendação é que qualquer sintoma mais intenso, especialmente dores abdominais persistentes, seja avaliado imediatamente por um profissional de saúde.

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