O escritor amazonense Bruno d’Affonseca lança, no dia 11 de junho, às 19h, no Centro Cultural Palácio Rio Negro, em Manaus, o livro Ninguém me habita. A obra é uma novela ambientada na comunidade de Freguesia do Andirá, em Barreirinha (AM), no final da década de 1990.
A narrativa acompanha Gustavo, um jovem de São Paulo que chega à comunidade para cumprir uma
missão religiosa. Longe da família e inserido em uma realidade muito distinta daquela em que cresceu,
ele passa a conviver no local e conhece Tereza, jovem acolhida ainda criança pelos moradores da
região. A relação entre os dois conduz a trama por temas como pertencimento, fé e moralidade.
Mais do que servir de cenário, a Freguesia do Andirá ocupa papel central na história. Situada às
margens do rio Andirá, a comunidade é retratada a partir de elementos do cotidiano de seus moradores:
a pesca, o rio, as viagens em rabeta entre comunidades vizinhas, as festas religiosas, o ritmo das cheias
e vazantes e uma percepção do tempo diferente daquela encontrada nos grandes centros urbanos.
Em um período anterior à popularização da internet, a vida se organiza em torno dos encontros presenciais, dos laços comunitários e das relações construídas ao longo dos anos.
O título da obra faz referência ao poema Ninguém me habita, de Thiago de Mello, poeta amazonense
antigo morador de Freguesia do Andirá. A escolha do título estabelece um diálogo com a tradição
literária da região e com um dos autores mais importantes da literatura brasileira.
Natural de Barreirinha e atualmente residente em Manaus, Bruno d’Affonseca é formado em Direito.
Recebeu Menção Honrosa no 1º Prêmio de Poesia Jovem Thiago de Mello, foi semifinalista do Prêmio
Pena de Ouro 2025 e teve textos selecionados para publicações literárias, incluindo coletâneas da
Editora Selo Off Flip.
Em 2026, teve um conto selecionado para representar o Amazonas na coletânea Brasiliê. Também é autor da obra teatral Heranças Invisíveis, publicada pela Editora Minimalismos.
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