Preço do pão deve subir ainda mais e impacto pode chegar a massas, bolos e biscoitos

O aumento no custo do trigo, dos impostos e da logística deve provocar reajustes no preço do pão francês e de produtos como massas, bolos, biscoitos e salgados.
Alta no preço do trigo deve impactar pão francês e outros produtos da panificação em todo o país. (Foto: Magnific)

O aumento no preço do pão francês já começou a ser sentido pelos consumidores em diversas cidades do país e, segundo o Sindicato das Indústrias do Trigo nos Estados do Pará, Maranhão, Amazonas e Amapá (Sinditrigo), o reajuste deve atingir outros produtos da panificação nas próximas semanas.

Entre os itens que podem sofrer aumento estão massas, biscoitos, bolachas, bolos, produtos de confeitaria, salgados e alimentos industrializados que utilizam farinha de trigo na composição.

De acordo com o Sinditrigo, o cenário é resultado de uma série de fatores que vêm pressionando toda a cadeia produtiva, principalmente o encarecimento do trigo, principal matéria-prima utilizada pelas indústrias e padarias.

Segundo o presidente do Sinditrigo, Rui Brandão, cerca de 40% do trigo utilizado na produção da farinha consumida no Brasil é produzido nacionalmente, enquanto os outros 60% são importados, em um volume estimado de aproximadamente 6 milhões de toneladas por ano.

Além disso, a necessidade de trigos com maior teor de proteína e melhor qualidade elevou ainda mais os custos para a indústria. Outros componentes que influenciam diretamente no preço final do pão também sofreram reajustes.

Atualmente, segundo o sindicato:

  • 28% do custo do pão correspondem à farinha e outros ingredientes;
  • 14% são referentes a embalagens e mão de obra;
  • 28% estão ligados aos gastos com energia elétrica;
  • 30% envolvem impostos, aluguel e margem de lucro.

“Embora a Argentina siga como origem mais competitiva, há limitações na qualidade disponível, exigindo complementação com trigos de padrão superior e maior custo. Além disso, desde 1º de abril de 2026, passou a incidir PIS/COFINS sobre a importação, elevando ainda mais os custos. Diante desse cenário, os repasses de preço tornam-se inevitáveis para garantir o fornecimento com o padrão exigido”, explicou o presidente do Sinditrigo, Rui Brandão.

Na região Norte, o impacto tende a ser ainda maior devido aos custos logísticos. O aumento no preço dos combustíveis, dos fretes e as dificuldades de abastecimento na região também contribuem para o reajuste da farinha e de outros derivados do trigo.

Especialistas do setor apontam que o consumidor poderá perceber os aumentos de forma gradual nas próximas semanas, principalmente em produtos de maior consumo no dia a dia.

Compartilhe esta notícia com quem precisa saber disso

Deixe um comentário