O preço médio das passagens aéreas para voos domésticos no Brasil chegou a R$ 707,16 em março de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil. O valor representa uma alta de 17,8% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Em relação a fevereiro deste ano, quando a tarifa média foi de R$ 617,78, o aumento foi de 14,5%.
O cenário de alta ocorre em meio a impactos no setor aéreo provocados por tensões internacionais, como o conflito no Oriente Médio, que pressiona custos operacionais, principalmente o combustível.
Apesar disso, a Anac afirma que a elevação está “dentro da margem típica de variação do setor”, destacando que, no longo prazo, os preços vêm apresentando tendência de queda desde 2023.
Quanto custa voar
O levantamento considera a tarifa aérea real média, corrigida pela inflação, e leva em conta apenas o valor da passagem, sem incluir serviços adicionais como despacho de bagagem ou marcação de assento.
Outro indicador analisado pela agência é o chamado “yield” — o valor pago por quilômetro voado. Em março, esse custo foi de R$ 0,5549, uma alta de 19,4% em relação ao mesmo mês de 2025.
Faixa de preços
Os dados também mostram a distribuição dos valores pagos pelos passageiros:
- 45,4% das passagens foram vendidas por menos de R$ 500
- 8,2% custaram mais de R$ 1.500
Combustível influencia o preço
O querosene de aviação (QAV), um dos principais custos das companhias aéreas, foi comercializado a R$ 3,60 por litro no período.
Apesar de apresentar queda em relação a anos anteriores, o combustível sofreu reajustes recentes no mercado internacional, o que pressiona o setor.
Entidades do setor aéreo alertam que aumentos no preço do combustível podem impactar a oferta de voos, a abertura de novas rotas e o custo final das passagens para o consumidor.











