Lula é reeleito presidente com mais de 64 milhões de votos e destaca defesa da democracia

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva acena para uma multidão de apoiadores durante evento político realizado à noite.
Lula acena para uma multidão de apoiadores. O presidente foi reeleito para seu quarto mandato nas eleições de 2026. (Foto: Flickr/Lula)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato à frente da Presidência da República. Com mais de 64 milhões de votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL), que recebeu 48,21%. A diferença entre os candidatos foi de 4.430.191 votos.

A disputa presidencial de 2026 terminou com uma margem de 3,58 pontos percentuais entre os dois candidatos. O resultado garante a permanência de Lula no Palácio do Planalto por mais quatro anos, com o novo mandato previsto para começar em 1º de janeiro de 2027.

Em seu primeiro pronunciamento após a vitória, Lula agradeceu aos eleitores e destacou a participação de jovens, mulheres e idosos no processo eleitoral. O presidente também relatou situações observadas durante a votação, como a presença de pessoas com dificuldades de locomoção que receberam ajuda de familiares para comparecer às urnas.

Para Lula, a mobilização dos brasileiros demonstrou a importância do voto e da participação popular nas decisões sobre o futuro do país.

Saúde, educação e direitos sociais estão entre as prioridades

Durante o pronunciamento, Lula reafirmou compromissos com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação das oportunidades educacionais e a manutenção de políticas de proteção social.

O presidente também defendeu maior atenção às demandas das mulheres, a criação de políticas de cuidado para a população idosa e o fortalecimento de mecanismos de participação popular nas decisões do governo.

Entre os programas sociais associados à atual gestão estão o Bolsa Família, o Pé-de-Meia, o Farmácia Popular e o Minha Casa, Minha Vida, que atendem diferentes parcelas da população nas áreas de transferência de renda, educação, saúde e habitação.

Outro tema destacado foi o combate à fome. Em 2025, o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), após apresentar redução nos indicadores de insegurança alimentar considerados pela entidade.

Fenae destaca papel social da Caixa

A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) se manifestou sobre o resultado das eleições e destacou a importância da continuidade das políticas sociais.

O presidente da entidade, Sergio Takemoto, ressaltou a participação dos eleitores e a necessidade de preservar direitos relacionados à saúde, educação, trabalho e proteção social.

A federação também defendeu o fortalecimento do papel público da Caixa Econômica Federal, responsável pela operacionalização de programas como Bolsa Família, Pé-de-Meia e Minha Casa, Minha Vida.

Durante a campanha eleitoral, a Fenae apresentou à coordenação de Lula o documento A Caixa que o Brasil precisa – 2027/2030, elaborado em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

O material reúne propostas para valorização dos empregados, fortalecimento da atuação pública do banco e ampliação de sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social brasileiro.

Com a reeleição, Lula deverá iniciar em janeiro de 2027 seu quarto mandato presidencial, após ter governado o país entre 2003 e 2010 e retornado ao cargo em 2023.

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