81% dos brasileiros consideram fundamental que candidato acredite em Deus, aponta estudo

Religião e eleições 2026: 81% consideram fundamental que candidato acredite em Deus
Estudo aponta que 81% dos brasileiros consideram fundamental que seu candidato acredite em Deus

A crença religiosa aparece como um fator relevante para parte expressiva do eleitorado brasileiro nas eleições de 2026. Oito em cada dez brasileiros (81%) consideram fundamental que o candidato em quem pretendem votar acredite em Deus, segundo levantamento do Laboratório de Estudos Socioantropológicos em Política, Arte e Religião (LePar), da Universidade Federal Fluminense (UFF).

A importância atribuída à fé varia de acordo com a renda. Entre os entrevistados que recebem até um salário mínimo, o percentual chega a 89%. Já entre aqueles com renda mensal de 10 a 20 salários mínimos, cai para 57%.

Os dados foram apresentados durante a abertura do 1º Congresso Internacional e Multidisciplinar sobre Sociedade: Religião, Política e Valores, realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Confiança nas instituições religiosas

O levantamento também avaliou a confiança dos brasileiros em instituições religiosas. A Igreja Católica aparece com o maior percentual, citada por 56% dos entrevistados.

Na sequência estão as igrejas protestantes, com 51%, e os centros kardecistas, mencionados por 19%.

Os números reforçam a presença da religião no debate público brasileiro em um ano marcado pelas eleições gerais.

MP orienta igrejas sobre propaganda eleitoral

Enquanto religião e política ganham espaço no debate eleitoral, o Ministério Público Eleitoral em Rondônia recomendou que instituições religiosas de diferentes segmentos evitem realizar, promover ou permitir propaganda eleitoral em templos, pátios, anexos ou outros espaços ligados às entidades.

A orientação alcança manifestações favoráveis ou contrárias a candidatos, partidos, federações e coligações nas eleições de 2026.

Pastores, sacerdotes, ministros, pregadores e demais líderes religiosos também foram orientados a não utilizar cultos, celebrações ou reuniões para promover ou prejudicar candidaturas.

Segundo a recomendação citada, a utilização de espaços religiosos para propaganda eleitoral pode gerar consequências previstas na legislação eleitoral, a depender do caso e da apuração pelas autoridades competentes.

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