Agricultores indígenas da comunidade Lago Grande, na zona rural de Boa Vista, em Roraima, retiraram mais de duas toneladas de tambaqui durante a primeira despesca de um projeto de piscicultura. A atividade ocorreu após nove meses de criação dos peixes e beneficia cerca de 15 famílias da região.
A comunidade fica localizada no Baixo São Marcos e participa do projeto municipal Moro-Morí, criado em 2023. A iniciativa busca incentivar a produção de alimentos e gerar renda para famílias indígenas por meio da criação de peixes em tanques.
A produção será dividida entre o consumo dos próprios moradores e a comercialização. O tambaqui, uma das espécies mais consumidas na Amazônia, foi escolhido para a criação por sua importância na alimentação regional e no mercado de Roraima.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva, a iniciativa contribui para a alimentação das famílias e permite que os participantes obtenham renda com a venda dos peixes.
Isso melhora a qualidade nutricional da alimentação, gera renda para as pessoas envolvidas e incentiva a continuidade do projeto. A comunidade, tendo condições, vai ampliando, afirmou o secretário.
Projeto já produziu cerca de 11 toneladas de peixes
Desde 2025, o projeto Moro-Morí já produziu aproximadamente 11 toneladas de peixes. Além de Lago Grande, a criação em tanques também é desenvolvida nas comunidades indígenas da Ilha, Serra da Moça, Darôra, Campo Alegre e Vista Alegre.
Na comunidade Lago Grande, a primeira despesca representa o resultado de nove meses de trabalho dos agricultores, que participaram das etapas de criação e manejo dos tambaquis.
Para o coordenador do projeto na comunidade, Manoel Serafim, a atividade contribui para a segurança alimentar e incentiva a participação de outras famílias na produção.
A expectativa é que a piscicultura continue sendo desenvolvida nas comunidades participantes, ampliando as possibilidades de consumo e comercialização dos peixes.












