Indígenas retiram mais de 2 toneladas de tambaqui em primeira despesca em Boa Vista

Agricultores indígenas carregam rede de pesca durante despesca de tambaqui em Boa Vista
Agricultores indígenas da comunidade Lago Grande participam da primeira despesca de tambaqui após nove meses de criação em Boa Vista. (Foto: Francisco Sena/PMBV)

Agricultores indígenas da comunidade Lago Grande, na zona rural de Boa Vista, em Roraima, retiraram mais de duas toneladas de tambaqui durante a primeira despesca de um projeto de piscicultura. A atividade ocorreu após nove meses de criação dos peixes e beneficia cerca de 15 famílias da região.

A comunidade fica localizada no Baixo São Marcos e participa do projeto municipal Moro-Morí, criado em 2023. A iniciativa busca incentivar a produção de alimentos e gerar renda para famílias indígenas por meio da criação de peixes em tanques.

A produção será dividida entre o consumo dos próprios moradores e a comercialização. O tambaqui, uma das espécies mais consumidas na Amazônia, foi escolhido para a criação por sua importância na alimentação regional e no mercado de Roraima.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva, a iniciativa contribui para a alimentação das famílias e permite que os participantes obtenham renda com a venda dos peixes.

Isso melhora a qualidade nutricional da alimentação, gera renda para as pessoas envolvidas e incentiva a continuidade do projeto. A comunidade, tendo condições, vai ampliando, afirmou o secretário.

Projeto já produziu cerca de 11 toneladas de peixes

Desde 2025, o projeto Moro-Morí já produziu aproximadamente 11 toneladas de peixes. Além de Lago Grande, a criação em tanques também é desenvolvida nas comunidades indígenas da Ilha, Serra da Moça, Darôra, Campo Alegre e Vista Alegre.

Na comunidade Lago Grande, a primeira despesca representa o resultado de nove meses de trabalho dos agricultores, que participaram das etapas de criação e manejo dos tambaquis.

Para o coordenador do projeto na comunidade, Manoel Serafim, a atividade contribui para a segurança alimentar e incentiva a participação de outras famílias na produção.

A expectativa é que a piscicultura continue sendo desenvolvida nas comunidades participantes, ampliando as possibilidades de consumo e comercialização dos peixes.

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