Deolane Bezerra e Marcola viram réus em ação sobre lavagem de dinheiro do PCC

Influenciadora e advogada Deolane Bezerra durante participação em programa de televisão.
A influenciadora Deolane Bezerra se tornou ré após a Justiça de São Paulo aceitar denúncia por organização criminosa e lavagem de dinheiro em investigação relacionada ao PCC. (Foto: Reprodução/TV Record)

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réus a influenciadora e advogada Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão foi proferida pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista. Com o recebimento da denúncia, os investigados passam a responder formalmente ao processo por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Ministério Público aponta esquema de ocultação de recursos

A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Presidente Prudente. Segundo o Ministério Público, familiares e pessoas próximas a integrantes da facção recebiam valores provenientes de atividades ilícitas e participavam da distribuição e ocultação desses recursos.

De acordo com os promotores, parte dos valores teria sido destinada a Deolane Bezerra, Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola.

Ainda segundo a investigação, relatórios de inteligência financeira, além de quebras de sigilo bancário e fiscal, apontam indícios de ocultação e reinserção de recursos de origem ilícita na economia formal.

Defesa teve pedido de transferência negado

Na mesma decisão, a Justiça rejeitou um pedido da defesa de Deolane para transferência da unidade prisional onde ela está custodiada. A influenciadora permanece presa em Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

O Ministério Público argumentou que a unidade possui condições adequadas para sua permanência e destacou que casos envolvendo organização criminosa não se enquadram, em regra, nas hipóteses que autorizam prisão domiciliar.

Seis pessoas foram denunciadas

Além de Deolane Bezerra e Marcola, também foram denunciados:

  • Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior;
  • Everton de Souza;
  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
  • Paloma Sanches Herbas Camacho.

A denúncia foi assinada pelo promotor Lincoln Gakiya e outros seis membros do Ministério Público. Gakiya é considerado um dos principais especialistas no combate às atividades do PCC no Brasil.

Processo seguirá para fase de instrução

Com o recebimento da denúncia, o processo entra agora na fase de instrução criminal, quando serão analisadas provas, depoimentos e demais elementos apresentados pela acusação e pelas defesas dos investigados.

Os denunciados terão a oportunidade de apresentar defesa ao longo da tramitação do processo. A aceitação da denúncia pela Justiça não representa condenação, mas o reconhecimento de que existem elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal.

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