O transporte coletivo de Manaus voltou a operar com 100% da frota por volta das 15h30 desta terça-feira (22), após uma paralisação de mais de quatro horas que afetou passageiros em diferentes regiões da capital amazonense. A informação foi confirmada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).
A interrupção começou por volta das 10h40, quando parte dos rodoviários decidiu suspender as atividades devido ao atraso no pagamento dos salários, previsto para ocorrer até o dia 20 deste mês.
Durante a paralisação, algumas linhas continuaram operando com frota reduzida, enquanto passageiros enfrentaram longas esperas em terminais e pontos de ônibus.
No Terminal 3, na zona Norte, usuários relataram dificuldades para chegar ao trabalho e retornar para casa. No bairro Aleixo, na zona Centro-Sul, a estudante Ellen Christine, de 18 anos, afirmou que aguardava havia cerca de uma hora e meia pela linha 519.
“O ônibus estava a quatro minutos, a dois minutos e aí aumentou para 51. A gente está uma hora aqui esperando”, relatou a estudante.
Apesar da retomada integral da circulação, o Sinetram não informou se as reivindicações dos trabalhadores foram atendidas ou o que motivou o encerramento da paralisação.
Paralisação ocorreu sem aviso prévio
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), a paralisação foi realizada de forma independente pelos trabalhadores, sem participação da entidade sindical.
A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informou que o movimento não foi comunicado previamente e que mantém diálogo com representantes das empresas e dos rodoviários.
Ainda segundo a administração municipal, o Sinetram atribui as dificuldades financeiras das empresas aos atrasos nos repasses do Governo do Amazonas referentes ao Passe Livre Estudantil dos alunos da rede estadual.
A prefeitura afirma que mantém o benefício destinado aos estudantes da rede municipal e que a participação do governo estadual no custeio do transporte dos alunos da rede estadual é discutida na Justiça.
Até a última atualização, não havia informações sobre a regularização dos pagamentos atrasados aos rodoviários.












