A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, indicados para o tratamento de pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2.
As novas canetas são agonistas do receptor de GLP-1 e utilizam semaglutida obtida por via sintética. As aprovações representam o maior volume de registros desse tipo de medicamento concedido pela agência até o momento.
Os cinco medicamentos registrados são Owozy, da Ávita Care; Seemasun, da Sun Farmacêutica do Brasil; Zempneo, da Brainfarma; Semavy, da Cosmed; e Orsema, da Ranbaxy Farmacêutica.
Os produtos foram registrados por comparação com o medicamento biológico Ozempic e são destinados a adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado.
Segundo a Anvisa, as novas opções foram autorizadas como complemento à dieta e à prática de exercícios, inclusive em situações nas quais o uso da metformina é considerado inadequado devido à intolerância ou contraindicações.
Anvisa acelerou análises
A ampliação das aprovações ocorre após a Anvisa priorizar, desde agosto de 2025, a análise de medicamentos contendo semaglutida e liraglutida. A medida foi adotada após solicitação do Ministério da Saúde e diante da necessidade de ampliar o abastecimento do mercado brasileiro.
A agência também colocou em prática um plano com 125 iniciativas para reduzir as filas de pedidos de registro e diminuir o tempo necessário para as avaliações.
Dos 24 medicamentos sintéticos e biológicos incluídos no edital de priorização, 11 já tiveram a análise concluída, resultando na aprovação de seis medicamentos. O processo envolve avaliação de documentos e estudos clínicos, além da inspeção das linhas estéreis de produção.
Cresce procura por medicamentos GLP-1
A Anvisa também registra aumento dos pedidos envolvendo agonistas de GLP-1. De acordo com a agência, 68% das solicitações de registro de medicamentos injetáveis para diabetes e obesidade já protocoladas são referentes a produtos sintéticos.
O crescimento está relacionado ao desenvolvimento de versões sintéticas do GLP-1 e à expiração de patentes de alguns medicamentos nos últimos anos.
O GLP-1 é um hormônio produzido naturalmente pelo organismo que, entre outras funções, estimula a liberação de insulina e participa dos mecanismos relacionados à saciedade.













