O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é investigado pela Polícia Federal em um inquérito que apura possíveis irregularidades relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação foi autorizada em julho pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da PF. Nesta sexta-feira (11), o nome de Flávio apareceu entre os investigados após a retirada do sigilo do procedimento.
Segundo a decisão, a apuração envolve suspeitas, em tese, de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes ligados ao financiamento da produção cinematográfica.
O inquérito também investiga repasses feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, à produção do filme. A PF busca esclarecer a origem dos recursos, o valor total envolvido e o destino final do dinheiro.
Investigação sobre os repasses
De acordo com as informações divulgadas, investigadores apuram as circunstâncias em que os recursos foram destinados ao filme e se todo o dinheiro efetivamente foi utilizado na produção.
Conversas reveladas anteriormente indicaram negociações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre o financiamento do longa.
Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões aos produtores por meio de um fundo nos Estados Unidos. Já o valor que teria sido negociado para financiar o projeto teria chegado a aproximadamente US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões à época.
A produtora responsável pelo filme declarou ter gasto aproximadamente R$ 75,1 milhões na produção.
Caso é alvo de mais de uma investigação
O financiamento de “Dark Horse” é apurado em mais de um procedimento no STF.
O inquérito relatado por André Mendonça investiga os repasses de Vorcaro e é nele que Flávio Bolsonaro aparece como investigado.
Outro procedimento, sob relatoria do ministro Flávio Dino, apura se recursos provenientes de emendas parlamentares teriam sido usados para financiar a produção.
A Polícia Federal também realizou operação contra suspeitos de envolvimento em um suposto esquema de desvio de recursos públicos. Entre os alvos estavam o deputado federal Mario Frias e Karina Ferreira da Gama, ligada à produtora responsável pelo filme.
PGR não se opôs à investigação
Antes da abertura do inquérito, a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi consultada e não apresentou oposição à investigação.
André Mendonça também autorizou que a Polícia Federal realizasse diligências que não dependessem de autorização judicial.
Até a última atualização das informações divulgadas, Flávio Bolsonaro não havia se manifestado sobre o caso.












