Manaus registrou 37,3°C nesta segunda-feira (31) e alcançou a maior temperatura de 2026 até o momento. A informação é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A nova máxima foi registrada apenas seis dias após a capital amazonense atingir 37,1°C, em 25 de agosto, até então a maior temperatura do ano. Os cinco dias mais quentes registrados em Manaus em 2026 ocorreram durante o mês de agosto.
Segundo os dados do Inmet, o ranking é liderado por esta segunda-feira, com 37,3°C, seguido pelos dias 25 de agosto, com 37,1°C; 26 de agosto, com 36,9°C; 11 de agosto, com 36,3°C; e 10 de agosto, quando os termômetros chegaram a 36,2°C.
Por que está tão quente em Manaus?
As altas temperaturas são características deste período do ano na região, conhecido como verão amazônico, mas uma combinação de fatores pode contribuir para intensificar o calor.
Entre eles está o El Niño, fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. A alteração interfere nos padrões de chuva, temperatura e circulação dos ventos em diferentes partes do planeta.
Durante a estiagem amazônica, a redução das chuvas e da nebulosidade permite maior incidência de radiação solar sobre a superfície. Com o solo e a vegetação mais secos, uma parcela maior dessa energia contribui diretamente para o aquecimento do ar.
A própria urbanização de Manaus também favorece temperaturas mais elevadas. A redução de áreas verdes, a impermeabilização do solo e a presença de grandes superfícies de asfalto e concreto ajudam a formar as chamadas ilhas de calor.
Esses materiais absorvem energia durante o dia e liberam parte do calor posteriormente. Ao mesmo tempo, a falta de arborização reduz o sombreamento e mecanismos naturais de resfriamento do ambiente.
Outro fator apontado é a expansão das construções, que pode dificultar a circulação de ventos em determinadas áreas da cidade.
Calor pode ficar mais intenso
Especialistas alertam que o planejamento urbano e a ampliação da arborização são medidas importantes para reduzir os impactos das temperaturas extremas, especialmente diante da perspectiva de eventos de calor mais frequentes e intensos.
O período entre julho e novembro costuma concentrar temperaturas elevadas e menor volume de chuvas no Amazonas. O recorde registrado no último dia de agosto reforça o cenário de calor intenso enfrentado pelos moradores da capital nas últimas semanas.
*Com informações do G1 Amazonas












