Grávida investigada por envolvimento em morte de policial se entrega à polícia em Manaus

Grávida suspeita de envolvimento em esquema investigado após morte de policial civil se apresenta à polícia em Manaus.
Meirilany Silva da Silva se apresentou à polícia após a Justiça revogar a prisão domiciliar e determinar o cumprimento da prisão preventiva. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A grávida Meirilany Silva da Silva, suspeita de envolvimento no esquema criminoso investigado após a morte do policial civil Luciano Carvalho de Sena, se apresentou à polícia na noite de segunda-feira (27), em Manaus. Contra ela havia um mandado de prisão preventiva.

Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Meirilany se apresentou no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde a ordem judicial foi cumprida. Ela deverá passar por audiência de custódia e, posteriormente, ser encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).

A suspeita havia sido presa em flagrante durante a operação contra o tráfico de drogas que terminou com a morte do investigador Luciano Carvalho de Sena. Em audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, mas a Justiça inicialmente permitiu que ela cumprisse a medida em casa por estar grávida.

Justiça revogou prisão domiciliar

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu da decisão. O órgão argumentou que, apesar de a legislação prever a possibilidade de prisão domiciliar para gestantes, o benefício pode ser afastado diante das circunstâncias e da gravidade do caso.

O recurso foi analisado pelo desembargador plantonista Flávio Humberto Pascarelli Lopes, que determinou no domingo (26) o restabelecimento da prisão preventiva.

Na decisão, o magistrado considerou a gravidade dos crimes investigados e o contexto da ação que terminou com a morte do policial civil.

“A ação delituosa praticada pela recorrida analisada em conjunto com a conduta dos demais integrantes da associação criminosa, além de desprezo pela autoridade estatal, reveste-se de violência e gravidade concreta”, destacou o desembargador.

Após a decisão, Meirilany passou a ser considerada foragida até se apresentar à polícia na noite de segunda-feira.

Suspeita seria responsável pela logística de drogas

De acordo com as investigações, Meirilany é suspeita de atuar na guarda e logística de quase uma tonelada de maconha e mais de 10 quilos de cocaína, além de supostamente integrar uma estrutura ligada a uma facção criminosa.

Até a última atualização do caso, cinco pessoas haviam sido presas por suspeita de participação no esquema investigado, entre elas um policial militar.

Morte de policial durante operação

O investigador Luciano Carvalho de Sena morreu após ser baleado durante uma operação policial na sexta-feira (24), em Manaus.

Uma câmera de segurança registrou a ação. As imagens mostram veículos parados próximos a uma quadra de futebol quando uma viatura descaracterizada, onde estava Luciano, chega ao local. Momentos depois, ocorre uma troca de tiros.

O investigador chegou a ser levado com vida ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Alvorada, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a investigação, Rafael Pereira Freitas e Mayara da Silva e Silva estavam em uma picape envolvida na ocorrência. Após a fuga, o veículo foi abandonado no bairro Alvorada 2, onde policiais encontraram quatro tabletes de drogas.

Mayara foi presa ainda na sexta-feira em um condomínio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

Rafael foi localizado na madrugada de sábado (25), em uma comunidade de Itacoatiara, na Região Metropolitana de Manaus. De acordo com a Polícia Civil, ele teria atirado contra os agentes durante a abordagem e foi baleado no confronto. Rafael morreu no local.

*Com informações do G1

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