O YouTube anunciou que passará a utilizar inteligência artificial para identificar casos de adultização de crianças nos Estados Unidos. A iniciativa ocorre em meio à pressão de autoridades e organizações por maior proteção de menores em plataformas digitais.
A ferramenta vai estimar a idade dos usuários por meio da análise de fatores como o tipo de vídeos assistidos, o tempo de uso da conta e o histórico de navegação. A medida permitirá que a plataforma aplique restrições mesmo quando a data de nascimento informada no cadastro não corresponder à idade real do usuário.
Segundo James Beser, diretor de gerenciamento de produtos do YouTube Youth, a tecnologia já foi utilizada em outros mercados e apresentou resultados positivos. “Essa abordagem nos permite inferir a idade de um usuário e, a partir disso, oferecer experiências e proteções adequadas”, afirmou.
Verificação de identidade
Usuários que forem identificados como menores de idade poderão confirmar a própria idade para desbloquear o acesso a conteúdos. O processo incluirá opções como envio de documento de identidade, selfie ou informações de cartão de crédito.
A medida busca impedir que crianças criem ou tenham contato com materiais considerados sensíveis. A empresa reforçou que o mecanismo não altera as políticas já existentes, mas amplia a capacidade de monitoramento da plataforma.
Debate sobre adultização
O tema ganhou destaque recentemente no Brasil após o youtuber Felipe Bressanin, conhecido como Felca, denunciar em vídeo a exploração de menores em produções de conteúdo digital. O conceito de adultização está relacionado à exposição precoce de crianças a situações que afetam o desenvolvimento da infância.
Procurado pelo Olhar Digital, o YouTube ainda não confirmou se a tecnologia será implementada em outros países, como o Brasil. A empresa informou que avalia a expansão do sistema, mas não divulgou prazos ou detalhes adicionais.
*Com informações de Olhar Digital
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