Após cassação do mandato, PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão

Eduardo Bolsonaro durante audiência na Câmara; PF determinou retorno ao cargo de escrivão após cassação do mandato
Eduardo Bolsonaro teve o afastamento encerrado e deverá retornar ao cargo de escrivão da Polícia Federal. (Foto: Agência Senado)

A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão da corporação. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (2).

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, estava afastado de suas funções na PF para exercer o mandato de deputado federal.

No entanto, teve o mandato cassado em 18 de dezembro de 2025, em razão de excesso de faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

A perda do mandato foi declarada com base em dispositivo da Constituição Federal que proíbe deputados e senadores de faltarem a mais de um terço das sessões deliberativas realizadas ao longo do ano legislativo.

Mandato cassado por faltas

Eleito pelo estado de São Paulo, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde o início de 2025.

O parlamentar afirmou, em diferentes ocasiões, que deixou o país alegando sofrer perseguição política e jurídica no Brasil.

Mesmo morando fora, Eduardo tentou exercer o mandato à distância e evitar o registro de ausências na Câmara, mas não obteve sucesso.

Retorno determinado pela PF

No ato declaratório publicado nesta sexta-feira, assinado pelo diretor de Gestão de Pessoas da Polícia Federal, Licínio Nunes de Moraes Netto, consta a “cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo, a partir de 19 de dezembro de 2025”.

O documento também determina o “retorno imediato ao exercício do cargo efetivo em sua lotação de origem, para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação funcional”.

A PF ainda alerta que a “ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”, caso o servidor não cumpra a determinação.

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