Os Estados Unidos decidiram suspender o processamento de vistos para 75 países, incluindo o Brasil. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14) pela Fox News, que afirma ter tido acesso a um memorando interno do Departamento de Estado norte-americano.
Segundo a emissora, a medida deve entrar em vigor a partir do dia 21 de janeiro. O documento orienta funcionários consulares a recusarem solicitações de visto com base na legislação vigente enquanto o governo norte-americano reavalia os procedimentos de triagem e verificação dos candidatos.
Ainda de acordo com a Fox News, não há prazo definido para a conclusão dessa revisão nem para a retomada do processamento regular dos vistos.
A suspensão faria parte de uma política do governo do presidente Donald Trump voltada ao endurecimento das regras migratórias. Conforme a emissora, o objetivo seria coibir a entrada de estrangeiros considerados propensos a se tornarem um “encargo público” para o país.
Além do Brasil, a lista de países afetados inclui Rússia, Irã, Somália, Afeganistão, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia, entre outros.
Fontes do governo brasileiro informaram ao âncora da CNN Brasil, Gustavo Uribe, que o Palácio do Planalto foi pego de surpresa com a notícia. Segundo interlocutores, o governo Lula adota cautela e aguarda a formalização oficial da decisão por parte das autoridades norte-americanas.
Uma fonte do governo dos Estados Unidos afirmou à correspondente da CNN Brasil em Nova York, Priscila Yazbeck, que não há, até o momento, detalhamento público da medida e que o governo brasileiro não foi formalmente comunicado.
A decisão ocorre em meio à intensificação da política de restrição à imigração adotada por Trump desde o início de seu novo mandato. Em ações recentes, o Departamento de Estado já havia informado a revogação de mais de 100 mil vistos.
Em novembro, o presidente também declarou que pretendia endurecer permanentemente a entrada de imigrantes de países considerados de alto risco, após um ataque ocorrido nas proximidades da Casa Branca.
Até o momento, o Departamento de Estado dos EUA não confirmou oficialmente a suspensão nem divulgou nota pública sobre o tema.
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