Brasil aparece em 9º lugar em ranking de corrupção na América Latina: veja lista

Mapa da América Latina com destaque para o Brasil, que ocupa a 9ª posição no ranking de corrupção segundo índice internacional
Brasil ficou em 9º lugar no ranking de corrupção da América Latina, segundo levantamento da Transparência Internacional. (Foto: Freepik)

O Uruguai é o país da América Latina com menor percepção de corrupção, segundo o Índice de Percepção da Corrupção (CPI, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira (10) pela organização não governamental Transparência Internacional. O país obteve 73 pontos em uma escala que vai de 0, considerada altamente corrupta, a 100, classificada como muito limpa.

O Brasil aparece na 9ª posição do ranking latino-americano, com 35 pontos, atrás de países como Argentina (36), Colômbia (37), Cuba (40) e Guiana (40). No total, o CPI avalia 182 países e territórios em todo o mundo, com base na percepção de especialistas e executivos do setor privado sobre a corrupção no setor público.

No ranking mundial, os países mais bem avaliados são Dinamarca (89), Finlândia (88) e Singapura (84). Na outra ponta da lista, Somália e Sudão do Sul dividem a pior colocação, ambos com 9 pontos, seguidos pela Venezuela, que aparece com apenas 10 pontos.

América Latina sem avanços significativos

De acordo com o relatório, a região das Américas não apresentou avanços relevantes no combate à corrupção. As condições pioraram em cerca de um terço dos países analisados e melhoraram apenas em dois, em comparação com os resultados iniciais do índice, que começou a ser medido em 2012.

Apesar de liderar o ranking regional, o Uruguai e a Costa Rica, terceira colocada com 56 pontos, foram citados no relatório como países que “estão sofrendo com a violência alimentada pela corrupção e o crime organizado”. O documento aponta ainda “crescimento limitado e retrocessos preocupantes” mesmo nas nações com melhor desempenho.

Impactos políticos e institucionais

O relatório destaca que, em países como Colômbia, México e Brasil, a corrupção tem permitido a infiltração do crime organizado na política, com impactos diretos na vida da população. Já em El Salvador e Equador, a Transparência Internacional aponta queda na transparência e nas liberdades civis, com leis que restringem o financiamento e a atuação de organizações não governamentais, além de intimidação a veículos de imprensa independentes.

Para a conselheira regional para a América Latina e o Caribe da Transparência Internacional, Luciana Torchiano, o enfrentamento à corrupção precisa ser prioridade dos governos. “Isso significa proteger as liberdades fundamentais, garantir a aplicação da lei por meio de um Judiciário forte e independente, ampliar a cooperação internacional em casos de corrupção e aumentar a transparência nas contratações públicas”, afirmou em comunicado.

Na parte inferior do ranking latino-americano voltam a aparecer Venezuela, Nicarágua e Haiti, descritos no relatório como países marcados por “altos níveis de repressão, instituições falidas ou cooptadas e corrupção arraigada”.

Ranking da América Latina (CPI)

  • Uruguai (73)
  • Chile (63)
  • Costa Rica (56)
  • Cuba (40)
  • Guiana (40)
  • Colômbia (37)
  • República Dominicana (37)
  • Argentina (36)
  • Brasil (35)
  • Equador (33)
  • Panamá (33)
  • El Salvador (32)
  • Peru (30)
  • Bolívia (28)
  • México (27)
  • Guatemala (26)
  • Paraguai (24)
  • Honduras (22)
  • Haiti (16)
  • Nicarágua (14)
  • Venezuela (10)

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