Roubo a pedestre no Amazonas registra menor número em dez anos

Policiais militares em patrulhamento no Amazonas durante operação de segurança pública
Policiais militares em patrulhamento no Amazonas durante operação de segurança pública (Fotos: Divulgação/Sedel)

O roubo a pedestre no Amazonas registrou o menor número dos últimos dez anos no período de janeiro a julho deste ano, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). O levantamento mostra que a redução foi de mais de 50% em comparação ao mesmo intervalo de 2015.

Comparativo histórico

De acordo com o Centro Integrado de Estatística da SSP-AM (Ciesp), em 2015 foram 19.402 ocorrências entre janeiro e julho, uma média de 2,7 mil casos por mês. Neste ano, no mesmo período, o número caiu para 9.860 registros.

A redução acompanha outros indicadores criminais que também apresentaram queda no estado, segundo a secretaria.Ciesp), em 2015 o estado registrou 19.402 roubos a pedestres entre janeiro e julho — uma média de 2,7 mil casos por mês. Já em 2024, foram 9.860 ocorrências, o que representa uma queda de 50,82%.

Fatores apontados para a redução

Entre as razões apresentadas pelo governo, estão o ingresso de mais de mil novos soldados na Polícia Militar em 2024 e o uso de programas de tecnologia, como o RecuperaFone, voltado para localização de celulares roubados.

“Nosso trabalho ganhou o reforço de novos soldados e, assim, conseguimos efetuar ações de maior presença das equipes policiais para evitar esse tipo de crime, com ações de patrulhamento ostensivo e abordagens”, disse o comandante-geral da PMAM, Klinger Paiva.

Roubo de celulares como principal motivação

Segundo o coordenador do Ciesp, Rouget Britto, a maior parte dos roubos a pedestres ainda tem como alvo o celular das vítimas. Para enfrentar esse tipo de crime, foi criado o Núcleo de Investigação e Recuperação de Celular (Nirc), que atua na identificação e recuperação de aparelhos.

A secretaria também afirma realizar reuniões periódicas com comandantes das Companhias Interativas Comunitárias (Cicom), a fim de redirecionar equipes para áreas com maior número de ocorrências.

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