Quatro meses após a morte de Benício Xavier de Freitas, de apenas seis anos, o caso segue sem conclusão e ainda cercado por lacunas que preocupam a família. A equipe de defesa denuncia dificuldades no acesso a laudos periciais considerados essenciais para o esclarecimento da morte da criança.
Os advogados Paulo Feitoza, Ricardo Albuquerque, Nil Ferreira, Ana Karoline Barros e Lucimar Prata assumiram oficialmente a representação dos pais, Joyce Xavier e Bruno Freitas. Segundo a defesa, a atuação vai além do campo jurídico, trata-se de um compromisso com uma família que convive diariamente com a dor e com a ausência de respostas.
Para o advogado Paulo Feitoza, a falta de acesso integral aos elementos técnicos compromete não apenas a transparência do processo, mas o próprio avanço das investigações. “Esse caso não pode ser tratado como narrativa. Ele exige prova técnica. A perícia é o que vai dizer, com precisão, o que aconteceu e quem deve ser responsabilizado”, afirmou
Ainda de acordo com o advogado, há indícios que levantam sérias preocupações sobre possíveis falhas na conduta profissional e na estrutura hospitalar envolvida no atendimento. Diante disso, a defesa reforça que atuará com rigor e firmeza.
“Não estamos diante de uma discussão abstrata. Estamos falando da morte de uma criança. Nosso trabalho será conduzido com técnica, ética e total transparência, garantindo que cada detalhe seja apurado com o rigor que o caso exige”, declarou.
A defesa também destaca que, por trás dos trâmites legais, existe uma família que segue aguardando respostas concretas. “Joyce e Bruno não buscam apenas explicações formais. Eles buscam respeito, verdade e justiça pelo filho. Existe uma dor permanente que não pode ser ignorada ou tratada com burocracia. Seguiremos com responsabilidade e firmeza, confiando nas instituições, mas cobrando que cumpram seu papel com seriedade e celeridade”, pontuou.
Desde a morte de Benício, ocorrida após atendimento hospitalar em Manaus, o caso é investigado pela Polícia Civil do Amazonas. Até o momento, a família ainda aguarda a conclusão do inquérito.
Enquanto isso, os pais seguem mobilizados para que o caso não caia no esquecimento. Para a defesa, a demora e a dificuldade de acesso a informações essenciais reforçam a necessidade de atenção e urgência. “O nosso compromisso é claro e inegociável: buscar a apuração completa dos fatos e garantir que a morte do Benício não fique sem respostas”, concluiu a defesa.













